domingo, 31 de julho de 2011
apetece-me
ultimamente tenho baseado os meus dias em "apetece-me's". depois da meia-noite apetece-me comer um cachorro com maionese e ketchup. à tarde apetece-me ir ao chinês com duas amigas e beber uma garrafa de vinho branco. e entre os dois, apetece-me comer um hamburguer, o que é mesmo estranho visto que não sou grande apreciadora destes.
apetece-me ler um livro e não sei qual, por isso acabei por optar pelo Lituma nos Andes.
apetece-me ir ao Paredes de Coura com pessoas que me importam, e morrer ao som de Mogwai entre tantos outros, mas continuo dependente de outrem.
apetece-me ver um filme deprimente e chorar muito, e também já não sei qual.
acima de tudo, apetece-me sentir-me amada, e só os olhos da minha irmã fazem-me sorrir.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
como encarar a morte
Oscar Wilde
quarta-feira, 13 de julho de 2011
quando a minha vida virou 360º graus por ter começado uma nova etapa, inconscientemente estava a aprender novamente a confiar em quem estava à minha volta.
abundância de paciência foi o meu maior erro: aos poucos foram ficando com cada pedaço do meu corpo. tudo tem um ponto final, e estes meses fizeram-me ter a certeza que só podemos contar com a nossa própria existência.
domingo, 10 de julho de 2011
finalmente estamos a estabelecer laços. pela primeira vez na minha vida dei por mim a ter saudades de estar contigo, do teu riso, de ter uma vontade enorme de te abraçar e tirar toda a dor que guardas e calas. no momento que vi os teus olhos vermelhos de lágrimas, num total desespero, senti mais carinho por ti do que alguma vez te tive. erraste muito, ninguém me desiludiu como tu até hoje, nunca te vou perdoar, mas és o meu sangue e vou sempre amar-te. contudo, o que mais me orgulho é sentir que começa a existir um entendimento mútuo.
domingo, 3 de julho de 2011
fruto da imaginação - sonho
não sei porque estava sozinha com ele. percorríamos uma estrada deserta, com a boca selada. aparece um carro, um rapaz indesejável e penso " não devia estar aqui.". dois segundos bastaram para ter uma pistola apontada para nós, "desapareçam daqui", e ele permaneceu com a mesma expressão facial. sentámo-nos atrás dum muro e ouvi tiros, tinha o medo a percorrer-me o corpo e abracei-me a ele, "tenho medo". agiu como se não tivesse dois braços à sua volta, continuou calado e ignorou as emoções.
nem nos sonhos ele demonstra a mínima preocupação, nem dá o mínimo valor. já me habituei a ter as suas palavras apenas quando precisa de algo.
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